Emissões por desmatamento no Brasil

10/06/2014

Os elevados índices de desmatamento da floresta amazônica, ao longo dos últimos 30 anos, colocou o Brasil entre os cinco maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa. Um cálculo do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, utilizando dados oficiais até 2012, aponta que, entre 1990 e 2012, o setor mudança de uso da terra e floresta emitiu 28,14 bilhões de toneladas de carbono, ou 61,3% do total nacional de emissões do período.

A participação do setor mudanças do uso da terra e florestas no total das emissões brasileiras vem decrescendo desde 2005, graças à queda no ritmo do desmatamento na Amazônia, para a qual o PPCDAm teve papel decisivo. Segundo cálculos do SEEG, as emissões brutas oriundas desse setor na Amazônia caíram 65% entre 2006 e 2012.

As significativas quedas no ritmo do desmatamento na Amazônia levou o Brasil a assumir, perante a Convenção do Clima da ONU, o compromisso voluntário de reduzir em 80% a taxa média de desmatamento na Amazônia até 2020, tomando como referência a média entre 1996 e 2005, de 19.625 km2.

Com a recente alteração no perfil das emissões do país, em virtude da redução do desmatamento, outros setores, como Agropecuária e Energia, deverão aumentar sua participação relativa no total de emissões brasileiras. Essas mudanças deverão constar da 3a Comunicação Nacional do Brasil à Convenção do Clima, cuja elaboração está sob os cuidados do Ministério da Ciência, 
Tecnologia e Inovação (MCTI).